REVIEW

Call of Duty: Black Ops 4 review — Unidos venceremos

  • Data de Lançamento: 12/10/2018
  • Data do Review: 19 de outubro, 2018
  • PC, PlayStation 4, Xbox One

O conceito de estratégia, em grego strateegia…

por Pedro Scapin em 19 de outubro, 2018

Call of Duty: Black Ops 4 é um jogo ambicioso que não tem medo de apostar. Apostar no gênero da moda, num gameplay mais tático pro seu modo de jogo mais popular e numa nova história pra quem gosta de sobreviver a hordas de zumbis. A Treyarch foi pro all-in com um quase imbatível straight flush em mãos.

Sem sua tradicional campanha para um jogador, o game mergulha de cabeça no sucesso do momento, o battle royale. E o resultado dá certo: Blackout exala o DNA de CoD e cria um espaço de interseção entre Fortnite e PUBG.

Já o multiplayer continua divertido como sempre, mas com um gameplay mais estratégico, que pune times desorganizados e glorifica os jogadores que sabem usar seus pontos fortes em conjunto para levar vantagem nos confrontos.

Por último, o modo Zombies traz uma nova história em um universo paralelo. Fãs ainda vão gostar, mas taí a única parte de Black Ops 4 que falha em oferecer algo realmente inovador.

Blackout

A maior novidade de Call of Duty: Black Ops 4 não causou exatamente surpresa ao ser anunciado, mas deixou muita gente estupefata ao tomar o lugar da tão tradicional campanha de CoD.

Os fãs mais hardcore da franquia ficaram com um pé atrás, imaginando que o modo não funcionaria adequadamente e que era um absurdo trocar a campanha por um battle royale. E a verdade é:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Blackout é, sem dúvidas, o battle royale mais divertido, profundo e completo que temos no mercado atualmente.

O DNA do gameplay de CoD é visto a cada esquina de Blackout. Os tiroteios intensos e frenéticos marcam presença, com armas e equipamentos tradicionais da franquia espalhados pelo mapa, incluindo os poderosos especialistas do multiplayer, que estão representados não só em forma de skins desbloqueáveis, mas com vários de seus armamentos e habilidades.

Quem já joga Call of Duty vai se sentir em casa. Mesmo o mapa sendo gigantesco, o feeling das partidas do multiplayer aparece em cada gunfight de Blackout. Seja naquelas à curta distância, deslizando de joelhos ao redor de um carro para surpreender um inimigo. Seja na precisão de um tiro de sniper a mais de 100 metros de distância do alvo.

Blackout oferece a mesma experiência arcade de Fortnite só que menos cartunesca e mais militar, algo que PUBG já tem, mas não com o pedigree de CoD.

É o equilíbrio perfeito entre os dois maiores exemplos de battle royale, unindo o estilo mais acessível do primeiro com a pegada mais séria do segundo. Mas Blackout é muito mais do que apenas uma interseção. É uma homenagem à história e ao legado de Black Ops.

O mapa é formado por locais já conhecidos dos fãs da série, como Raid, Nuketown e Firing Range. Além de pontos de interesse totalmente novos e até mesmo cenários e criaturas icônicas do modo Zombies. Para aqueles que jogam os CoD da Treyarch há mais tempo, cada partida é uma inevitável e nostálgica viagem ao passado.

Multiplayer

Black Ops 4 pode não ter um modo campanha, mas o tradicional multiplayer segue firme e forte. Dando sequência ao trabalho que WWII fez de levar Call of Duty de volta às suas raízes, o gameplay aqui é com os pés no chão, sem corridas pelas paredes e saltos absurdos.

É soldado contra soldado. Arma contra arma. E que vença o melhor.

Os especialistas de Black Ops 3 estão de volta, dessa vez adaptados a esse estilo menos vertical. E saber escolher entre os 10 disponíveis no lançamento é fundamental na hora de definir o lado vencedor de cada partida online.

Antes algo comum em Call of Duty, agora não é tão fácil carregar seu time jogando de maneira individual. BO4 quase te força a trabalhar em equipe, já que as armas e habilidades de cada especialista contribuem bastante para isso.

O nível de tática e estratégia ficou ainda maior quando a Treyarch decidiu tornar a cura uma ação manual. Sua vida não se regenera mais automaticamente e cabe a você decidir qual é o momento mais apropriado para apertar o L1 (ou LB) para recuperá-la.

Esse processo pode ser mais rápido (e frequente) caso você opte pelo item Stim Shot na hora de montar sua classe. O sistema Pick 10 está de volta e também dá total liberdade para adaptar seus armamentos e equipamentos ao seu estilo de jogo.

É mais um ponto onde você deve calcular suas decisões com cuidado. Será que vale a pena levar uma arma secundária ou é melhor colocar mais um acessório na sua primária?

Respondendo às reclamações da comunidade, que considerou o número de mapas no lançamento de CoD WWII muito baixo (nove), a Treyarch arregaçou as mangas e trabalhou para entregar 14 no dia de lançamento.

Tá certo que quatro deles (Summit, Jungle, Slums e Firing Range) são versões remasterizadas de outros games da franquia. Mas pelo menos são arenas muito aclamadas pelos fãs. Pode ter certeza que ninguém vai ficar triste de vê-los na rotação.

Zombies

O modo Zombies de Black Ops 4 também está abarrotado, apesar de abatido.

Assim como no multiplayer, aqui também há uma quantidade maior de mapas já no lançamento. As três experiências são Voyage of Despair, IX e Blood of the Dead. E o número sobe para quatro com Classified, que até o momento é exclusivo para quem tem o Black Ops Pass.

Dessa vez, o Zombies é dividido em duas histórias: Chaos e Aether. A primeira tem personagens e cenários novos. Já a segunda acompanha Richtofen, Takeo, Dempsey e Nikolai em uma visita aos terrores que a prisão de Alcatraz oferece.

Ainda que divertido, o modo Zombies é basicamente o mesmo há alguns anos e mostra sinais de que precisa de renovação. E isso não vai acontecer só com personagens e mapas novos.

É a mesma fórmula de sempre: sobreviva a hordas de zumbis, reúna grana para comprar armas melhores e abrir portas e resolva os easter eggs de cada história.

Mas no fim das contas, Call of Duty: Black Ops 4 sai vencedor em quase todas as apostas que faz. O novo modo Blackout usa a base de outros battle royale para criar algo ainda mais divertido, que se encaixa perfeitamente no espaço entre Fortnite e PUBG.

O multiplayer está mais tático e estratégico do que nunca, mas sem perder o gameplay frenético e competitivo. Por último, o Zombies é o único elemento que não evolui. E apesar da experiência ser datada, ela ainda diverte.

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Call of Duty: Black Ops 4 / PC, PlayStation 4, Xbox One

Pontos Positivos
Blackout usa elementos tradicionais de CoD para aperfeiçoar gênero battle royale.
Multiplayer mais tático do que nunca, mas sem perder o "feeling" que a comunidade gosta.
Você sempre está buscando algum objetivo, seja uma nova arma, camuflagem ou skin.
Pontos Negativos
Zombies precisa urgente de uma renovação.
9
Muito Bom

Sobre o Autor

Pedro Scapin

Desde sempre com um controle de videogame nas mãos, fã de Bloodborne e Dark Souls, viciado em FPS e jogos de esporte, e órfão de sua fita de Pokémon Crystal.

Twitter e Instagram: @PedroScapin17

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Call of Duty: Black Ops 4

  • Data de Lançamento: 12 de outubro, 2018
    • PC
    • PlayStation 4
    • Xbox One
    Quarto game da série mais popular dentro da franquia Call of Duty.
    Desenvolvedora:
    Treyarch
    Publisher:
    Activision
    Gênero(s):
    Ação, Tiro em Primeira Pessoa
    Pendente