REVIEW

My Hero One’s Justice review — Heróis de recuperação

  • Data de Lançamento: 24/10/2018
  • Data do Review: 24 de outubro, 2018
  • PC, PlayStation 4, Switch, Xbox One

(Não) vá além nessa nova visita ao universo de My Hero Academia.

por Igor Pontes em 24 de outubro, 2018

My Hero Academia é um dos animes do momento com sua história de uma escola de super-heróis. Mas o game de luta My Hero One’s Justice, que chega na sexta-feira (26), fica de recuperação numa sala de aula com jogos como Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 e Dragon Ball FighterZ.

A reencenação dos combates entre Midoriya Izuku e Katsuki Bakugo, ou All Might e All for One, até empolgam, apesar de não terem todo o drama visto no anime. Mas o modo história sem capricho e a inteligência artificial fraquíssima não fazem jus a uma das histórias mais empolgantes da TV japonesa.

Faltou treinamento

Caso você não conheça My Hero Academia, pode segurar na minha mão que eu te explico. O anime de Kōhei Horikoshi conta a história de Midoriya Izuku, um rapaz que não possui uma Individualidade (um poder especial de nascença, que no jogo foi traduzido como Dom) e sofre bullying de seu amigo de infância, Katsuki Bakugo.

Porém, durante um ataque de um monstro à sua cidade, o jovem conhece seu maior ídolo, o super-herói mais poderoso da terra: All Might. Por conta do encontro, o poder de Izuku acaba se revelando e ele entra para a UA, escola que forma os maiores heróis da terra.

My Hero One’s Justice começa na segunda temporada de My Hero Academia, após o Torneio de Verão da UA. E desde o princípio é possível ver que o jogo não tem o mesmo pedigree da animação.

O modo história usa poucas cutscenes para ilustrar sua narrativa, o que é uma pena, já que as cenas dramáticas e de ação são um ponto forte do anime. Mas o problema mesmo é que nessas raras cenas ainda falta fidelidade ao material original.

Além de ter muito texto, a história de My Hero’s One Justice faz versões capadas de vários momentos muito marcantes da trama do anime, como o desfecho do combate entre All Might e All for One, grande vilão por trás de todas as maldades do universo de My Hero Academia. Depois de Ultimate Ninja Storm, fica difícil aceitar um modo história que entrega as coisas pela metade.

Outra falta de preciosismo que afeta a experiência está na aparência dos personagens, que não usam em My Hero One’s Justice as mesmas roupas que eles vestem nas cenas do anime. É o caso da batalha do acampamento de verão. Originalmente, todos os alunos usam trajes casuais para enfrentar os vilões, mas no jogo eles aparecem com os uniformes da escola.

Seria uma boa oportunidade oferecer mais roupinhas alternativas, mas não é isso o que acontece.

Somente 5% do poder

O sistema de batalha de My Hero One’s Justice até é divertido, por mais que soe como uma skin de Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm. Os personagens podem se movimentar livremente por arenas 3D destrutíveis enquanto soltam poderes visualmente plásticos e executam combos rápidos e frenéticos de golpes.

Personagens como Shoto Todoroki, que possui a habilidade de controlar o fogo e o gelo, ou até mesmo Kyoka Jirou, que consegue criar ondas sonoras por meio de plugs de ouvido, têm um estilo de luta visualmente bonito. Ee a gama de personagens escolhidos para o jogo, no geral, tiveram um trato bacana em termos de ação.

Porém, a inteligência artificial do jogo é muito ruim. Os lutadores controlados pela máquina se comportam de maneira estranha e arbitrária mesmo no nível de dificuldade mais alto e, em alguns casos, ficam girando sozinhos no meio do mapa. Por isso, fica a dica: jogar contra amigos é praticamente o único caminho para a diversão.

My Hero One’s Justice tenta entregar uma experiência equiparada ao anime para os fãs da obra, mas tropeça em um modo história desanimador. E até tem um sistema de batalha que é interessante, mas muito parecido com Ultimate Ninja Storm e com uma inteligência artificial raquítica.

No fim das contas, My Hero One’s Justice fica aquém da expectativa do público e da própria qualidade de My Hero Academia.

7 0
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My Hero: One’s Justice / PC, PlayStation 4, Switch, Xbox One

Pontos Positivos
Combos rápidos e frenéticos fazem o jogo ser bem dinâmico.
O sistema de batalha se encaixa com o anime.
Pontos Negativos
Inteligência artificial é fraquíssima.
Modo história tem muito texto e poucas cutscenes.
Momentos importantes do anime aparecem em versões capadas.
6
Regular

Sobre o Autor

Igor Pontes

Jornalista, Mestre Pokémon desde criancinha e ainda sonha que a Cidade de Pallet é seu lugar. Fã de e-Sports e de RPGs, e morre de medo até hoje do primeiro Silent Hill.

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My Hero: One’s Justice

  • Data de Lançamento: 20 de outubro, 2018
    • PC
    • PlayStation 4
    • Switch
    • Xbox One
    Desenvolvedora:
    Byking
    Publisher:
    Bandai Namco Games
    Gênero(s):
    Ação, Luta
    10 anos
    Violência