Conheça Bloodstone: The Ancient Curse, o MMO brasileiro inspirado em Tibia

Jogo do estúdio Streamy pretende criar algo ao mesmo tempo novo e nostálgico.

Em 1997, o mundo dos games foi tomado pela febre de Tibia, um MMORPG que consumia horas e horas de jogadores em todo o mundo. Mais de 20 anos depois, um estúdio 100% brasileiro chamado Streamy nos leva em uma viagem no tempo repleta de nostalgia com Bloodstone: The Ancient Curse, uma espécie de sucessor espiritual do clássico desenvolvido pela CipSoft no século passado.

Bloodstone: The Ancient Curse foi lançado oficialmente no dia 10 de janeiro de 2020, e o GameSpot Brasil bateu um papo com Chen Pinghui, Gerente de Desenvolvimento do estúdio Streamy, para saber um pouco mais sobre o jogo.

Como vocês lidam com a responsabilidade de ser o sucessor espiritual de Tibia?

Apesar de reconhecermos nossa inspiração em Tibia, que foi nosso ponto de partida, nós nos preocupamos em não nos apegar a um modelo de jogo apenas e buscar o melhor de diversos tipos de MMOs.

O objetivo é claro: criar algo novo e ao mesmo tempo nostálgico. Portanto a sucessão pode ser vista mais como inspiração do que de maneira prática. Não desejamos substituir, apenas somar.

Bloodstone The Ancient CurseAlém de Tibia, em quais outros games vocês se inspiraram para criar Bloodstone?

Nos focamos especialmente em alguns jogos similares, como Ragnarok, Ultima e Runescape. No entanto para o conteúdo procuramos inspiração em RPGs como Dungeon & Dragons, e filmes e livros de fantasia.

O que vai atrair quem nunca jogou Tibia para Bloodstone?

O modelo de MMO que apresentamos é mais desafiador que os modelos populares, exigindo mais dedicação e habilidade dos jogadores.

O desafio é parte da nossa proposta de atrair novos jogadores, e como não podemos deixar de citar, nossos gráficos são muito queridos tanto pela equipe como pelos jogadores. Em tempos de tecnologia 3D, é sempre bom relembrar que ainda há beleza nos modelos 2D que vale a apreciação.

O que diferencia Bloodstone de outros MMORPGs do mercado?

Bloodstone não busca ser diferente, mas relembrar o que todo clássico foi amado por algum motivo, e não precisamos deixar nossas boas paixões para trás.

O apego à nostalgia é uma aposta que tende a atrair velhos jogadores, e também apresentamos um mundo inteiramente aberto com um mapa grande desde seu lançamento, com muitos projetos de expansão com histórias novas e ambientes diferentes.

Qual é o maior desafio na hora de desenvolver um jogo aqui no Brasil?

O Brasil carece de apoio de grandes empresas ou do estado para projetos de jogos, logo o maior desafio é o financiamento próprio. Todo jogo é uma aposta e um risco, mas com um mercado que promete tanto, todos somos pioneiros nessa.

Outro problema é o “complexo de vira-lata” do jogador brasileiro, que tende a desprezar projetos nacionais sem antes conhecer-lo, dificultando o alcance. Mas graças à uma comunidade maravilhosa que formamos durante o nosso percurso, acreditamos que vamos alcançar a todos os interessados, e por que não, o mundo.

Bloodstone apareceu pela primeira vez na BGS 2015. Agora que o jogo foi lançado, veremos vocês na BGS 2020?

Não temos planos para a BGS de 2020 ainda. Nossa presença do evento de 2015 foi promissora para um jogo que ainda estava muito cru e sem conteúdo.

Você pode conferir mais informações sobre Bloodstone: The Ancient Curse no site oficial do game.

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