PREVIEW: Crash Team Racing: Remake está caminhando para ser uma recriação fantástica

Mais um clássico do PS1 está perto de voltar!

Eu adoro Crash Team Racing. Foi um dos meus jogos favoritos quando era pequeno e ainda é até hoje. Lembro de cada pista, item e atalho do original. E, mesmo após tantos anos, ainda consigo competir contra alguns de meus melhores tempos.

Acredito piamente que CTR é o melhor jogo de kart de todos os tempos e, depois de jogar o remake por algumas horas, posso dizer quase que com certeza: não há nada com o que se preocupar aqui.

A apresentação de Nitro-Fueled é incrível. As três pistas em que pude jogar – Crash Cove, Polar Pass e Dingo Canyon – estavam lindas. A desenvolvedora Beenox introduziu tantos novos detalhes não só nas pistas em si, mas particularmente no plano de fundo delas.

Em Polar Pass, por exemplo, notei alguns ursos escalando placas enquanto um trem soltava fumaça. Detalhes assim adicionam vida nova aos cenários clássicos, elevando sua apresentação além da do original.

Cada personagem também possui seu próprio conjunto de animações ao pular e comemorar. Algumas das exclamações e provocações foram regravadas, enquanto outras inéditas foram adicionadas.

O Dr. Neo Cortex nunca pareceu tanto um cientista louco e maníaco quanto no remake de CTR. Além disso, o design de som também recebeu melhorias. Mísseis passaram assobiando por minhas orelhas. E as poções que lancei à frente contra meus oponentes pousaram com um satisfatório “splash!”. E é claro, ouvir a versão remasterizada da música tema me afogou em nostalgia.

O remake de CTR, na maior parte, realmente parece estar honrando o jogo original. Desde o primeiro momento com o controle nas mãos, me vi apertando o botão X para carregar meu impulso inicial na largada e imediatamente alinhando o kart no ângulo correto para conseguir um drift perfeito na curva seguinte.

Certamente a mecânica é a mesma: você começa a deslizar, carrega seu turbo e aperta L1 para ganhar impulsão até três vezes. Quanto mais tempo você deixar carregando, mais tempo dura o boost.

Mas a duração desse impulso foi reduzida, o que é particularmente perceptível em longas retas sem curvas. Em Crash Cove, por exemplo, costumava ser fácil manter o boost ativo até a reta final fazendo uso dos pontos de turbo. No remake, porém, a estratégia parece ter sido nerfada.

Sair do drift também pareceu um pouco diferente, como se o raio de curva após o impulso tivesse sido ajustado. Não tenho total certeza se é uma questão de distância ou velocidade do kart, mas acabei me impulsionando acidentalmente contra uma parede ou duas porque o ângulo estava errado.

Preciso testar essa mecânica mais vezes antes de confirmar que isso realmente acontece. Joguei uma versão bem inicial do game, então ainda há tempo para ajustes. No pior dos cenários, precisarei alterar levemente a maneira que entro nas curvas.

Deixando esses pequenos detalhes de lado, o que joguei de Crash Team Racing: Nitro-Fueled foi além das minhas expectativas. Mal posso esperar pela versão final, que chega em 23 de junho para PlayStation 4, Xbox One e Switch, e por sentir novamente a adrenalina da competição.

A atualização visual e sonora é mais do que suficiente para ativar uma vontade profunda de entrar novamente no kart. Se o remake de CTR conseguir igualar o padrão de qualidade de Crash Bandicoot N. Sane Trilogy e Spyro Reignited Trilogy, talvez seja um dos meus jogos favoritos de 2019.

Só espero que Nitrous Oxide não seja mais um apelão trapaceiro depois de todos esses anos.

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Arquivado em:
PC, PlayStation 4, Switch, Xbox One

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