E3 2019: Dragon Ball Z: Kakarot quer ser versão definitiva do anime nos games

Novo jogo de DBZ quer passar a limpo a história do anime.

Não demora muito para perceber que Dragon Ball Z ganha novos games quase todos os anos. Mas o mais recente deles, Dragon Ball Z: Kakarot, revelado na E3 2018 e detalhado na E3 2019, quer mostrar que não é só mais um. Kakarot tenta ser a aventura definitiva do anime dentro dos videogames.

É que enquanto Dragon Ball FighterZ buscava ser o suprassumo da série entre os jogos de luta 2D, cruzando personagens de diversos momentos do lore de DBZ. E Xenoverse levava a criação de Akira Toriyama para uma história num universo paralelo. Kakarot almeja ser o material canônico da obra – e com tudo contado do ponto de vista do seu principal herói.

O GameSpot Brasil testou uma demo do jogo no estande da Bandai Namco na E3 2019. E aquela primeira impressão de estar revivendo os mesmos fatos dessa longa trama passa rapidinho. Agora, são mais nítidos os perrengues que Goku precisou superar para salvar a Terra por tantas vezes.

Os humilhados serão exaltados

Dragon Ball Z KakarotDragon Ball Z: Kakarot é um RPG de ação desenvolvido pela CyberConnect2 (Naruto: Ultimate Ninja Storm), mas olhando rápido não dá para ver muita diferença em relação a outros jogos de DBZ. Afinal, são os mesmos personagens, planetas, arcos de histórias, visual de anime e grandes arenas 3D servindo de ringue para brigas interplanetárias.

No entanto, as semelhanças ficam por aí. A veia RPG de Kakarot permite, por exemplo:

  • personalizar os atributos de Goku e montar builds específicas;
  • cumprir missões paralelas que preenchem lacunas históricas com personagens do primeiro Dragon Ball;
  • e o melhor de tudo: travar batalhas contra chefões.

Na versão preview que estava na E3 2019, Goku podia voar por conta própria ou usar a Nuvem Voadora, conversar com NPCs, recolher esferas coloridas que aumentam um ou outro atributo e até encarar dinossauros pacíficos que, ao serem derrotados, entregam itens e pontos de experiência.

Mas apesar dessa sensação de “liberdade”, Dragon Ball Z: Kakarot não é um jogo de mundo aberto. Segundo a Bandai Namco, o objetivo principal do projeto é se manter o mais fiel possível ao material original (nas palavras deles) enquanto a história de Goku é recontada.

Durante a exploração do mapa, você pode ser interrompido por batalhas surpresa, como em RPGs mais tradicionais. E a forma de lutar é bem parecida com a da série Xenoverse: confrontos em grandes mapas tridimensionais, um botão para golpes normais, outro para voar até o inimigo descendo o sarrafo, e atalhos para comandos especiais seus e de seus aliados.

Dragon Ball Z KakarotNa demo, apenas Piccolo estava na sua equipe. Porém, de acordo com a publisher, na versão final do jogo será possível somar mais um terceiro membro e eventualmente escolher quem faz parte do esquadrão titular e quem fica de fora.

E apesar de ser divertido ficar voando por aí e acumulando XP, o jogo ganha destaque em situações como a da batalha contra Raditz, irmão de Goku e parte final da demo na E3 2019.

Ao contrário de outros games de luta e ação de Dragon Ball Z, e essa é uma característica que a Bandai Namco reforçou algumas vezes na E3 em entrevistas e apresentações, Kakarot não quer colocar o jogador e seus adversários mais fortes em pé de igualdade.

Isso porque o confronto com Raditz, e tantos outros vilões que irão aparecer, é uma clássica batalha de chefão. Ou seja, ele tem muito mais vida que Goku, comportamentos e golpes únicos dependendo do momento da luta e habilidades superpoderosas.

Dragon Ball Z KakarotÉ o caso de um jato enorme de energia que Raditz irradia das suas mãos e toma conta da tela inteira do jogo, deixando Goku do tamanho de uma formiga e causando muito dano aos desatentos.

Compreender os padrões de ataque e movimentação de Raditz para saber quando é melhor atacar ou defender é o caminho quase que obrigatório para a vitória. E sim, você também precisa fazer isso de certa forma num game de luta convencional, mas lá seus adversários não ganham golpes ou formas novas.

Essa diferença de força entre Goku e Raditz, na verdade, é justamente o oposto de um fighting game competitivo, que deve prezar pelo máximo possível de equilíbrio no seu elenco de personagens.

Mas essa veia de Kakarot enaltece uma característica do anime DBZ que parece ter passado batida nos games até hoje: Goku sempre lutou em desvantagem e contra forças muito superiores a ele. E cada vitória era conquistada com perseverança para estudar seus adversários, encontrar um ponto fraco, etc.

Coincidentemente, esse tipo de sensação também aparece no jogo, que parece conseguir cruzar o estigma de “jogo de luta de DBZ” e ser um “jogo de luta de DBZ contra chefões e com direito a construção de personagem”.

A guerra para acabar com todas as guerras

Dragon Ball Z KakarotDragon Ball Z: Kakarot não é fora da curva graficamente ou mecanicamente falando. Goku continua com um forte Kamehameha que é eficiente após uma sequência de golpes básicos. E o jogo dá seu máximo para ser esteticamente fiel ao material de origem.

Porém, as batalhas contra chefões e a possibilidade de criar um Goku mais rápido, um Goku mais forte, etc., dependendo do seu estilo de jogo, são um diferencial. E podem fazer de Kakarot uma boa oportunidade de reviver novamente, quem sabe de uma vez por todas, a saga do herói da Terra.

A Bandai Namco ainda não confirmou oficialmente quais arcos de história serão recontados em Kakarot, mas é justo esperar que o jogo vá até o último deles, o de Majin Buu.

Mas inimigos poderosos não vão faltar quando Dragon Ball Z Kakarot for lançado no começo de 2020. Veja informações sobre pré-venda aqui. A Bandai Namco revelou que o jogo terá legendas em português.

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Arquivado em:
E3 2019, PC, PlayStation 4, Xbox One

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