PREVIEW: Crackdown 3 tem multiplayer correto, mas que não empolga

Testamos o modo Wrecking Zone e sobrevivemos para contar a história.

Da Cidade do México, no México – O GameSpot Brasil viajou a convite de Xbox

Principal lançamento exclusivo de Xbox One para o começo de 2019, Crackdown 3 carrega uma responsabilidade que talvez seja desproporcional ao tamanho da série.

Os dois primeiros episódios da franquia de ação e aventura, lançados em 2007 e 2010, não tinham a missão de promover a linha de exclusivos de peso do Xbox 360, uma vez que séries como Halo, Gears of War, Forza Motorsport e Fable cumpriam bem esse objetivo.

Agora, porém, o título chega com um status diferente na estreia da série no Xbox One. E a impressão deixada durante os testes que o GameSpot Brasil fez durante o X018, evento de Xbox na Cidade do México, é de que Crackdown 3 é um jogo correto em sua proposta de gameplay, mas que não vai muito além disso.

Caça aos distintivos

A Microsoft disponibilizou para teste apenas o novo modo multiplayer do jogo, Wrecking Zone, e a sua proposta é bem simples. Dois times de cinco jogadores se enfrentam pra ver quem coleta 25 distintivos primeiro em partidas com duração máxima de 10 minutos.

Os distintivos surgem quando um adversário é abatido, mas os itens precisam ser coletados em até 10 segundos ou desaparecem do mapa.

Enquanto os dois times se enfrentam, o ideal é sempre ter um companheiro por perto para dar cobertura, especialmente na hora de tentar buscar um distintivo. Embora os jogadores possam ressuscitar quantas vezes forem necessárias, cada morte representa uma nova chance de a equipe adversária conseguir mais medalhas e, consequentemente, se aproximar da vitória.

Para atingir esse objetivo, Crackdown 3 oferece uma boa variedade de armas que vai desde sub-metralhadoras até rifles e espingardas, cujo dano causado é inversamente proporcional ao tempo de recarga.

O game também permite que os jogadores usem um impulso vertical para ir mais alto e um campo de força para se proteger por certo tempo. Com habilidades assim, a tradição da série de movimentação rápida, super pulos e combates frenéticos permanece.

Então, qual é o problema de Crackdown 3? É que embora Wrecking Zone tenha partidas de fácil entendimento, a experiência com o jogo está bem abaixo, visualmente e em gameplay, da bagunça explosiva que foi exibida nos trailers de divulgação do game, principalmente do apresentado no próprio X018. Veja abaixo.

Embora a verticalidade e a velocidade do jogo sejam aspectos positivos, a mira automática torna qualquer participante um alvo fácil independentemente da habilidade do adversário em jogos de tiro.

Além disso, os cenários totalmente destrutíveis mostrados no trailer, com prédios inteiros desabando, praticamente não existem no gameplay. Para quebrar alguns blocos de concreto ou placas de neon dos prédios é preciso dar muitos tiros, principalmente ao usar armas com dano mais baixo, o que deixa os jogadores bastante vulneráveis a ataques inimigos.

O mais “grave”, porém, é que derrubar construções no jogo não causa nenhum impacto real nas partidas. O ritmo acelerado dos combates e a mira automática fazem da destruição algo meramente estético, e não estratégico. Dadas as devidas proporções, em Rainbow Six Siege, por exemplo, uma abertura mínima numa parede, janela ou teto muitas vezes é o suficiente para acertar um head shot no oponente e tirá-lo jogo.

Não é o caso em Crackdown 3. Pela nossa experiência com o jogo, destruir edifícios raramente vai criar uma oportunidade de abate.

Mesmo assim, o jogo de fato entrega partidas bastante dinâmicas, com personagens rápidos, e enorme liberdade de movimentação, inclusive com alguns pontos de impulso espalhados pelo mapa. Isso faz as partidas de Wrecking Zone serem divertidas de se assistir, o que desperta a curiosidade sobre como o jogo se sairia no ramo dos eSports.

Um aspecto negativo, no entanto, é que Crackdown 3 parece muito mais bonito e bem trabalhado nos trailers do que no jogo em si. Mesmo jogando num Xbox One X com resolução 4K, os cenários são mais simples do que nos vídeos de divulgação e os efeitos de luz parecem ter sido usados justamente para disfarçar o design simples dos cenários. Como só faltam três meses para o lançamento de Crackdown 3, o time da Sumo Digital parece ter muito trabalho pela frente.

O mistério que ainda vive é a campanha do jogo. Salvo algum anúncio de última hora, parece que será preciso realmente esperar o lançamento para saber se as questões com o multiplayer transbordam para o modo história.

Isso só vai acontecer em 15 de fevereiro de 2019, quando Crackdown 3 chega ao Xbox Game Pass. No dia 22 de fevereiro ele passa a ser vendido em cópias físicas e digitais para Xbox One e PCs.

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PC, Xbox One

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