PREVIEW: Ori and the Will of the Wisps é uma aula de gameplay e design de fases

Sequência de Blind Forest traz herói mais habilidoso e versátil, tanto na movimentação como no combate.

Da Cidade do México, no México – O GameSpot Brasil viajou a convite de Xbox

Criar uma sequência de um jogo querido nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente quando esse jogo conquista o status de carro-chefe de um console. Mas em se tratando de Ori and the Will of Wisps, a constatação é que a nova aventura de Ori respeita as bases do primeiro game enquanto aprimora seu gameplay em todos os aspectos.

O GameSpot Brasil testou o game durante o X018, evento de Xbox na Cidade do México, e é fato que tudo parece maior e melhor na sequência de Ori and the Blind Forest, jogo que pintou como mais um indie, mas caiu no gosto do público de Xbox.

À primeira vista, Will of the Wisps não parece ser mais do que uma expansão de Blind Forest. Mas basta pegar o controle nas mãos para constatar que o novo jogo promete muito mais ação e elementos de plataforma melhor trabalhados e mais desafiadores.

Ori porradeiro

Na versão disponível no X018, Ori vinha com várias habilidades desbloqueadas. E uma diferença fundamental é a forma como ele se comporta em combate.

Em vários aspectos, o jogo se aproxima de maneira surpreendente de um título de hack and slash, com Ori usando armas como flechas e uma espécie de lâmina de luz para derrotar criaturas da floresta.

Esse tipo de mudança poderia assustar fãs mais puristas de um game, mas não é o caso em Ori and the Will of the Wisps.

Todos os elementos de exploração de mapa e do uso de habilidades para progredir pelos cenários, desbloqueando novas habilidades e áreas, bases de um metroidvania tradicional, permanecem intactos. Na verdade, o uso de mais elementos de ação afeta apenas a forma como o jogador enfrenta os inimigos, o que confere às lutas do jogo muito mais versatilidade.

Quem prefere um combate mais cadenciado e à distância pode usar as flechas para se expor a menos riscos, embora o tempo gasto seja consideravelmente maior e levando-se em conta que há elementos dos cenários que podem bloquear os disparos.

Por outro lado, quem gosta de partir para lutas mais diretas pode desferir golpes em sequência com a lâmina luminosa para matar os inimigos com rapidez. O risco de tomar dano dos monstros, entretanto, sobe bastante.

Habilidade e sincronia

Já o design das fases (apenas uma área do mapa estava disponível no teste), um dos pontos altos do primeiro Ori, parece ainda mais aprimorado e desafiador na sequência.

Ori continua precisando abusar das suas habilidades de salto e agora pode usar um cipó iluminado para atravessar pontos com espinhos, por exemplo.

Mas mesmo para uma fase de demonstração a perícia exigida nos saltos era alta. Há diversas áreas completamente tomadas por espinhos ou plantas carnívoras, o que causa grandes reduções na barra de vida em caso de uma queda acidental.

Situado num cenário meio floresta, meio deserto, o mapa também traz pontes e paredes de areia que se dissolvem pouco após serem tocadas. No caso das paredes, há estruturas espinhosas por trás que exigem agilidade do jogador enquanto ele salta de um lado a outro.

Will of the Wisps, no entanto, não é excessivamente punitivo nesse aspecto, já que as estruturas arenosas se regeneram após poucos segundos, permitindo novas tentativas.

Assim como ocorria no primeiro jogo, Ori and the Will of the Wisps exige paciência para explorar o mapa, desbloquear novas áreas, progredir na campanha e adquirir novas habilidades.

O jogo também conta com missões secundárias, como ajudar personagens em busca de itens ou tesouros específicos. É um acréscimo bem-vindo à campanha principal, uma vez que Ori and the Blind Forest tinha locais com pouco a se fazer além de derrotar inimigos e buscar os 100%.

No X018, era possível (e meio que obrigatório) desbloquear a habilidade de Ori para escavar a areia. Uma vez habilitada, ela permite que o herói colete novos itens, enfrente novos inimigos e chegue a áreas do mapa até então inacessíveis. A efeito de comparação, a locomoção pelas areias submersas funciona de maneira similar à movimentação de Ori pela água no primeiro jogo.

Embora seja cedo para cravar essa informação, a habilidade de Ori que “paralisava” o tempo ao seu redor para direcionar um segundo salto com a ajuda de uma seta não estava na demo.

Levando-se em consideração que esta era uma das técnicas mais importantes do herói no primeiro jogo, especialmente na reta final da aventura, resta saber se Will of the Wisps vai trazê-la de volta ou se ela será substituída por alguma outra.

Convém cogitar essa possibilidade, uma vez que Ori está com técnicas totalmente novas e o próprio diretor da Moon Studios, Thomas Mahler, já disse querer que Will of The Wisps esteja para Blind Forest assim como Super Mario Bros. 3 está para o primeiro Super Mario.

Outra novidade é o modo Spirit Trials, onde o jogador disputa uma espécie de corrida com “ecos” de Ori, que, na verdade, são fantasmas dos tempos pré-registrados pelo computador num determinado trajeto.

As primeiras impressões levam a crer que os Spirit Trials serão voltados para quem tem mais experiência com as mecânicas da franquia, pois é fundamental ter os reflexos em dia para superar os obstáculos do cenário sem errar.

Em linhas gerais, a demo de Ori and the Will of the Wisps indica que a sequência é uma aula de design de fases e gameplay. O jogo se mantém fiel ao que deu certo em Ori and the Blind Forest, mas sem medo de implementar as mudanças necessárias para tornar seus combates mais dinâmicos e a progressão, mais desafiadora.

A grande expectativa agora gira em torno da história, que não teve nenhuma pista revelada na demo e foi um dos pontos fortes (e mais emocionantes) do primeiro jogo.

Ori and the Will of the Wisps chega em 2019 para Xbox One e PCs.

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PC, Xbox One

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