REVIEW

Blasphemous review — Pecado é não jogar

  • Data de Lançamento: 10/09/2019
  • Data do Review: 10 de setembro, 2019
  • PC, PlayStation 4, Switch, Xbox One

Deus perdoe essas pessoas ruins.

por Pedro Scapin | @PedroScapin17 em 10 de setembro, 2019

Os jogos de plataforma no estilo metroidvania voltaram para ficar, e Blasphemous é mais um grande nome dessa lista que segue crescendo não só em tamanho, mas em qualidade. O estúdio The Game Kitchen mescla elementos de Dark Souls e Hollow Knight com uma ambientação bíblica para entregar uma aventura desafiadora, intrigante e que parece impedir que você a deixe de lado por muito tempo.

Em Blasphemous nós assumimos o papel do Penitente, uma figura sinistra que usa um capacete metálico em forma cônica e uma espada enorme chamada Mea Culpa para desbravar as terras de Cvstodia, um local assolado por uma maldição conhecida como O Milagre, que aflige pobres almas as transformando em criaturas horrendas.

Blasphemous

E os inimigos que o Penitente enfrenta em Blasphemous são um dos pontos mais altos do game, oferecendo uma variedade não só visual, mas no estilo de combate que posam diferentes desafios para o jogador. E o mais legal é que cada uma dessas criaturas possui uma animação única em sua morte, sempre de maneira brutal e agourenta.

Como disse, o Penitente tem em seu arsenal uma espada chamada Mea Culpa, com a qual é capaz de aplicar sequências de golpes nos inimigos, assim como desviar ataques adversários usando a sutil arte do parrying. Em altares, o protagonista aumenta o poder de sua arma e obtém novas habilidades para ela usando Lágrimas de Expiação, a moeda do jogo.

O Penitente ainda é capaz de usar um movimento de esquiva para se livrar de situações mais complicadas ou atravessar mais rapidamente um cenário. Infelizmente, todo esse sistema não é profundo o suficiente para evitar que se torne repetitivo depois de um certo tempo.

Blasphemous

Falando em cenários, Blasphemous é quase que sádico ao criar locais repletos de ferramentas capazes de matar o Penitente não obstante onde o protagonista esteja. Coisas como ácido, lava e até mesmo o vento são capazes de tirar a vida de nosso personagem. O melhor é que cada lugar possui inimigos e ambientação únicos, o que adiciona ainda mais valor ao elemento metroidvania do game.

Mas Blasphemous não seria inspirado em Dark Souls se não tivesse chefões bizarros no caminho do protagonista. São cerca de 10 bosses durante a aventura do Penitente, cada um mais grotesco e desafiador que o anterior, mas com uma coisa em comum: o prazer inebriante de derrotar-los.

No fim, Blasphemous é um metroidvania divertido, sombrio e desafiador, mas que peca em certos momentos por falta de profundidade em seu gameplay.

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Blasphemous / PC, PlayStation 4, Switch, Xbox One

Pontos Positivos
Elementos de Dark Souls e Hollow Knight
Inimigos e cenários variados
Estética sombria, brutal e agourenta
Pontos Negativos
Gameplay pode ser repetitivo
8
Bom

Sobre o Autor

Pedro Scapin | @PedroScapin17

Desde sempre com um controle de videogame nas mãos, fã de Bloodborne, viciado em FPS e jogos de esporte, e órfão de sua fita de Pokémon Crystal.

Twitter e Instagram: @PedroScapin17

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Blasphemous

  • Data de Lançamento: 10 de setembro, 2019
    • PC
    • PlayStation 4
    • Switch
    • Xbox One
    Desenvolvedora:
    The Game Kitchen
    Publisher:
    Team17
    Gênero(s):
    2D, Ação, Aventura, Plataforma
    Pendente