REVIEW

Control review — Remedy tomando as rédeas novamente

  • Data de Lançamento: 27/08/2019
  • Data do Review: 27 de agosto, 2019
  • PC, PlayStation 4, Xbox One

Remedy sendo Remedy.

por Pedro Scapin | @PedroScapin17 em 27 de agosto, 2019

Control sempre chamou muita atenção por seu gameplay espalhafatoso repleto de elementos sobrenaturais e por seu visual de altíssima qualidade, e, ainda que tudo isso esteja presente na versão final do game, e de maneira bem competente, um outro elemento foi responsável por me manter simplesmente acorrentado ao novo jogo da Remedy Entertainment: o mistério.

Sabe quando os sobreviventes do voo 815 da Oceanic têm seu primeiro contato com o monstro que habita a ilha de Lost? Quem assistiu à série deve se lembrar de como nossa imaginação vagou por territórios cada vez mais desvairados até finalmente chegar a uma resposta sobre a origem e os motivos da criatura. Essa sensação também permeia Control.

Control

Mas Control não é só uma série de suspense. O gameplay característico da Remedy, ágil e criativo, está de volta, e aquilo que faltou em Quantum Break, último jogo do estúdio, com certeza sobra neste novo.

E muito mais do que apenas um “retorno às raízes”, Control também representa um passo em uma nova direção para a Remedy. Isso se traduz na forte presença de mecânicas metroidvania, enquanto o game sempre dá motivos e recompensas para que você volta a locais já visitados.

Por ser a primeira vez que a Remedy se aventura com elementos de metroidvania, a execução em Control acaba não sendo exatamente perfeita. Ainda que seja bem divertido passar novamente por cenários já explorados, a maneira com a qual o estúdio escolheu apresentar o mapa do game é absolutamente confusa, e aquilo que deveria servir como um guia acaba sendo um empecilho.

Em Control nós acompanhamos a história de Jesse Faden, uma jovem que busca uma organização governamental, o Departamento Federal do Controle, que levou seu irmão Dylan embora 17 anos atrás. Quando a protagonista finalmente encontra o DFC, ela acaba presa em um cenário assustador que mais parece com um pesadelo do que a solução para seus problemas.

Control

E é dentro do DFC que Control se passa. Enquanto isso possa soar um tanto quanto limitado, garanto que as aparências enganam em Control. Tal qual a bolsa sem fundo de Hermione Granger em Harry Potter, o prédio é virtualmente infinito, com diversas possibilidades e cenários que desafiam não só a lógica, mas as leis da física nesse mesmo processo.

Se você é fã de ficção científica, já deve imaginar que um lugar especializado em pesquisas e experimentos sobrenaturais é o local perfeito para acidentes catastróficos, e em Control não é diferente. O prédio do DFC acaba virando o quartel-general de uma entidade poderosa chamada de O Ruído, e é ela a responsável pela criação – ou possessão – dos inimigos que Jesse enfrenta no lugar.

E o combate é um dos pontos mais empolgantes de Control. A Arma de Serviço, única peça do arsenal de Jesse no game, é muito mais do que parece ser. Mesmo sendo um único item, a arma é capaz de se transformar em diferentes tipos de armamento, como pistola, escopeta e muitas outras.

Além disso, Jesse é capaz de usar habilidades telecinéticas para atacar seus inimigos, como simples golpes corpo a corpo e outras mais avançadas como arremessar objetos na direção dos adversários.

Control

O ponto negativo aqui é na pequena variedade de inimigos que encontramos no jogo. Apesar de as batalhas acontecerem quase sempre de maneira dinâmica, os inimigos são muito parecidos, com a exceção de um ou outro chefão.

Por fim, mesmo não sendo algo absolutamente necessário para definir ou não a compra de um jogo, Control tem gráficos belíssimos, que são exaltados através dos momentos sobrenaturais de seu gameplay, como quando Jesse está usando pedaços do ambiente para se proteger.

No fim das contas, Control é um ótimo shooter sobrenatural. O mapa pode ser um tanto quanto irritante, e os inimigos às vezes repetitivos, mas o resultado final é um dos games mais divertidos de 2019 até o momento, e um brinde aos fãs de trabalhos anteriores da Remedy.

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Control / PC, PlayStation 4, Xbox One

Pontos Positivos
Combate divertido e dinâmico
História repleto de mistérios a serem desvendados
Metroidvania bem executado e cativante
Pontos Negativos
Mapa confuso
Pouca variedade de inimigos
8
Bom

Sobre o Autor

Pedro Scapin | @PedroScapin17

Desde sempre com um controle de videogame nas mãos, fã de Bloodborne, viciado em FPS e jogos de esporte, e órfão de sua fita de Pokémon Crystal.

Twitter e Instagram: @PedroScapin17

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Control

  • Data de Lançamento: 2019
    • PC
    • PlayStation 4
    • Xbox One
    Desenvolvedora:
    Remedy Entertainment
    Publisher:
    505 Games
    Gênero(s):
    Ação, Aventura
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